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Governador Beto Richa avalia greve de 29 dias que deixou um milhão de estudantes sem aula

Em quatro entrevistas para rádios e TV’s nos últimos dois dias, o governador Beto Richa (PDSB) diz que a greve dos professores estaduais “é uma página virada”, mas lamentou o que classificou de “interferência político-partidária” na paralisação que durou 29 dias e deixou um milhão de estudantes sem aulas.

"Houve, sim, a presença articulada de interesses do PT para embaralhar o jogo em função do difícil momento que esse partido atravessa, com denúncias, com petrolão, com mensalão, tudo vindo à tona, a lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a manifestação contra o governo federal marcada para 15 de março”, disse Richa.

Segundo Richa, o governo sempre está aberto ao diálogo com os servidores e também está otimista com o retorno das aulas na próxima quinta-feira (12). “Fazemos um governo aberto ao diálogo. Sempre tratamos as reivindicações dos servidores com respeito e buscamos o entendimento”, afirmou. O calendário escolar, de 200 dias, será cumprido integralmente, garantiu Richa. Veja os principais trechos da entrevista.

Governador, o país vive uma turbulência e está assustado. A própria presidente foi fazer um discurso no Dia Internacional da Mulher e recebeu um panelaço. O que o senhor atribui este momento da política brasileira?
Beto Richa - É inquestionável o que acontece hoje no país: uma crise política, econômica e moral, que traz recessão e estagnação. Uma queda brutal das receitas dos estados e municípios e, hoje, todos os estados estão fazendo um reajuste fiscal. Nós possivelmente somos os primeiros a apresentar a necessidade de um conjunto de medidas para ajustar a nossa economia e, por essa razão, alguns quiseram dar a impressão de que problema é só no Paraná. Mas o problema é conjuntural, em função deste grave cenário que atravessa o nosso país. O enfrentamento da crise é para que possamos preservar a nossa economia e garantir, acima de tudo, a capacidade de investimentos do estado, para que a população seja preservada com os serviços públicos de maior qualidade e obras em todo o estado.

Há a sensação de que houve um aproveitamento político da greve dos professores?
Beto Richa – A greve é uma página virada, mas não tenho a menor dúvida que houve uma conotação política nesta greve. Os professores foram usados por um sindicato, que é comandado pelo PT. O motivo da greve foi marcado a pretexto de pagarmos o de terço de férias que estava atrasado, nunca o salário – o salário e 13° estavam em dia -, e também a rescisão de alguns professores temporários. Já está paga a rescisão e estamos pagando neste mês o terço de férias.

É importante dizer para estabelecer a verdade, fazer justiça. Nós concedemos em quatro anos, 60% de aumento salarial aos professores. E eu não me arrependo, porque tenho pelos professores um reconhecimento, uma grande consideração e a necessidade de valorizarmos os servidores públicos, em especial os professores. Porque educação é prioridade da nossa administração.

Então, o que aconteceu?
Beto Richa - O sindicato inflamou os servidores públicos, os professores contra o governo do Estado para me causar desgaste político, para me tirar este vínculo de amizade, respeito, relação de trabalho que existe entre o governo e os professores.

Como o senhor avalia a participação dos seus adversários, derrotados na última eleição, nessa greve?
Beto Richa – Foi uma afronta. Um deles, o ex-governador (Roberto) Requião entrou na Justiça contra o piso nacional dos professores, à época de pouco mais de R$ 900. Hoje nós pagamos acima do piso nacional. O Requião entrou na Justiça contra a hora-atividade. Eu concedi 75% de aumento na hora atividade. O ex-governador vetou a lei que reconhecia o curso da Vizivale. Trinta mil professores angustiados, aguardando há 10 anos o reconhecimento deste curso. Em seis meses, nós atendemos e conseguimos articular com o MEC (Ministério da Educação) o reconhecimento deste curso pra 30 mil professores. Esse o perfil dos políticos que se somaram à greve.

Então, o senhor encontrou uma educação sucateada...
Beto Richa – Sim, encontramos, mas mudamos essa situação em pouco tempo. Nós quadruplicamos o repasse dos prefeitos para cobrir gastos com transporte escolar, criamos a brigada escolar. Não tinha sequer um extintor de incêndio nas escolas, compramos 7.500 extintores para todas as escolas, merenda escolar melhorou muito. Antes era carne enlatada, alimentos em conserva. Hoje, são alimentos frescos.

Houve muita propagação de mentiras na greve?
Beto Richa – Muitas mentiras. Uma das mentiras que se espalhou na greve e que nós iríamos meter a mão - foi o termo que usaram - na previdência dos servidores. Teve ate deputado de oposição, que disse que os R$ 8 bilhões seriam para cobrir furos do governo. Mentira maldosa e irresponsável dos meus adversários, pois no corpo do projeto da lei, apresentado na Assembleia Legislativa, tinha um parágrafo único, exclusivo, que dizia, "os recursos do fundo do Paraná Previdência, são exclusivos para pagamento de beneficio de inativos, aposentados e pensionistas”. Eu nunca faria isso. Em 2012, aprovei uma lei garantindo o equilíbrio do fundo previdenciário e trouxe o aporte de R$ 2,1 bilhões para este fundo.

No início da greve dos professores teve a participação de outras categorias, o que tornou uma situação assustadora...
Beto Richa- Primeiro deixar claro, eu respeito as revindicações de todas as categorias do funcionalismo. Não tem problema isso, manifestações ordeiras, pacificas. O que não podemos permitir são arruaças, depredações de patrimônio público como houve naquelas manifestações de junho de 2013.

Os professores são ordeiros. O problema é que eles foram inflamados por ações político-partidárias, com outros interesses que não os legítimos avanços da categoria dos professores, que nunca deixamos de atender.

Houve, sim, a presença articulada do PT, para embaralhar a situação que eles passam, de crise, petrolão, mensalão, tudo vindo à tona. A ideia era esticar esta greve para chegar o mais perto do dia 15 de março, embaralhar para confundir o público. Tanto é que sindicatos, comandados pelo PT, marcaram uma manifestação para sexta-feira, dia 13. O mesmo sindicato que foi a rua há um ano e meio atrás para defender os mensaleiros de PT que estavam presos.

O senhor acredita que a discriminação do governo federal com o Paraná vai acabar.
Beto Richa - É lamentável este tipo de comportamento e eu dou meu exemplo para dizer que sou contra perseguições político-partidárias. Quando isso aconteceu no passado, no governo da truculência, da bravata, do desrespeito, não se atendia prefeitos que não fossem aliados políticos, não se mandava recursos aos municípios.

Comigo foi diferente, eu visitei todos os 399 municípios e em todos tem um investimento em obras do governo do Estado. Tive o apoio de prefeitos do PT pela boa relação que o meu governo, pela relação de respeito, o volume de obras nas suas cidades.

Não posso, lamentavelmente, dizer o mesmo da relação do governo federal com o Paraná. Não foi minha culpa. Eu sou do diálogo e tenho entendimento que se passou a eleição é um momento do embate de ideias, discussão de propostas. Nós devemos descer do palanque e cada qual cumprir com suas obrigações. Nós não fomos eleitos para um ficar brigando com o outro. Nós fomos eleitos pra trabalhar e defender os interesses da população, não apenas dos que nos elegeram, mas de todos os cidadãos do nosso Estado. É assim que eu ajo.

Eu recebi um forte bloqueio de recursos. O Paraná é o quinto maior contribuinte da União e o último ou antepenúltimo a receber repasses federais. Isso nós não podemos aceitar. Mas espero que agora isso mude com o novo ocupante da Casa Civil. Antes tinha lá uma paranaense, que era minha adversária na disputa do governo e que foi responsável pelo bloqueio de recursos ao estado do Paraná.

Agora acho que as relações devem melhorar. Os petistas mudaram aquela postura de arrogância em função de todas estas denúncias e da cobrança por passar o Brasil a limpo.


Olhos

“Fazemos um governo aberto ao diálogo. Sempre tratamos as reivindicações dos servidores com respeito”

“É inquestionável o que acontece hoje no país: uma crise política, econômica e moral, que traz recessão e estagnação”

“A greve é uma página virada, mas não tenho a menor dúvida que houve uma conotação política”

“Eu respeito as revindicações de todas as categorias do funcionalismo”


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